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RAN

 

Classificação:

 

Título: RAN

Direção: Akira Kurosawa

Roteirista: Akira Kurosawa, Hideo Oguni e Masato Ide

Gênero: Guerra/ Drama

Crítica:

Quando falamos de cinema oriental, o primeiro nome que nos vem à mente é o de Akira Kurosawa. Considerado um dos diretores mais influentes do século XX, Kurosawa em 1985 realizou um filme que é para muitos sua obra prima, e um dos melhores de todos os tempos, o filme em questão e o escolhido para crítica dessa semana é: RAN (que em japonês significa Caos).

A história se passa no Japão feudal, no século XVI, quando o chefe do clã dos Ichimonjis, Hidetora (interpretado maestriamente por Tatsuya Nakadai) resolve dividir seus bens a seus três filhos, Taro, Jiro e Saburo. Taro, o primogênito fica com a chefia do clã, os outros dois ficam cada um com um castelo. A idéia de Hidetora era de que os dois filhos ajudariam ao mais velho a ter um reino mais forte e próspero.

Saburo, entretanto, é contra a idéia de seu pai desde o começo, e por isso acaba sendo rejeitado pelo próprio pai e sendo expulso do reino. Para sua surpresa, o chefe de outro clã poderoso, fica impressionado com a atitude de Saburo de contrariar seu pai e resolve casá-lo com sua filha.

O tom épico se mistura com comédia, drama e uma complexidade narrativa digna de Oscar. A história é na verdade uma releitura do clássico “Rei Lear” de Shakespeare ambientalizado no Japão, porém Kurosawa adapta tão bem para seu universo japonês que faz  Rei Lear de Shakespeare parecer que realmente foi feito para se passar no Japão.

Mas o mais incrível de RAN não está em sua história (épica por natureza), mas por sua qualidade técnica e artística. Para começar, Kurosawa passou cerca de 10 anos pintando e desenvolvendo os storyboards de maneira a ter uma fotografia PERFEITA. Falando em fotografia, mais um ponto de mestre é que Kurosawa utilizou-se de Teleobjetivas, que é uma técnica de fotografia que diminui a profundidade da imagem, tornando o enquadramento parecido com o de um quadro.

Se não bastasse a fotografia absurdamente perfeita, Kurosawa desenvolveu uma trilha sonora bastante naturalista que em nenhum momento parece ter sido colocada no filme. É como se cada cena trouxesse em sua própria essência uma trilha única. É Brilhante!

O figurino é outro destaque, mas o que mais chama atenção nesse épico grandioso é a atuação. Kurosawa filmou de maneira que RAN parecesse teatro, ou seja, não há cortes durante as falas, pois as tomadas possuem enquadramento largo, e isso requer dos atores um nível de concentração bem superior a de filmes comuns. Em meio a essa dificuldade, os atores se sobressaíram ainda mais, criando cenas memoráveis e intensas!

                Poderoso e instigante, essa obra prima de Akira Kurosawa é uma aula de cinema. Um filme que necessita ser visto e apreciado. Se tivesse 10 estrelas eu daria, pois RAN transcende qualquer nota, mas como não existe, fica com 5 mesmo, que é o máximo!

                5 Estrelas!

 



- Enviado por: Saulo Victor �s 22h28
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Kundun

Classificação:

 

Título: Kundun

Direção: Martin Scorsese

Roteirista: Melissa Mathison

Gênero: Biografia/ Drama

Crítica:

 

Martin Scorsese é um gênio. Sua filmografia passeou por diversos gêneros, que vão desde musicais como em "Nova York, Nova York", filmes de gangsters como em "Os Bons Companheiros", filmes históricos como em "Kundun", comédia romântica como em "Alice Não Mora Mais Aqui" suspense como em "Ilha Do Medo" drama de época como em "A Época da Inocência" a filmes de comédia como em "O Rei da Comédia".

Tamanha diversidade só prova que o título de Maior Estudioso de Cinema não foi em vão. Ele sabe aonde caminha, Scorsese não costuma atirar de olhos fechados, ele analisa cuidadosamente seus projetos. Seu perfeccionismo é conhecido pela indústria cinematográfica (motivo pelo qual Scorsese foi chamado a dirigir "O Aviador") e é refletido na superioridade técnica de seus filmes se comparados à de outros diretores.

"Kundun" é filme de “gente grande” e, por ser assim, é um daqueles que vai fazer você ficar espantado com tudo, seja pelas atuações incríveis, às cenas mais apoteóticas criadas em conjunto pela fotografia e pela trilha sonora até dar aquele nó na garganta.

O filme conta a história do décimo - quarto Dalai Lama que é reconhecido como a reencarnação do Buda da Compaixão e precisa liderar o seu povo do Tibete quando ele está sendo ameaçado pelo governo chinês.

Embora o ritmo de "Kundun" seja lento, o filme vai delineando a mente de Dalai Lama e em nenhum momento parece cansativo. E isso graças ao roteiro incrivelmente bem escrito de Melissa Mathison que soa poesia em quase todas as falas.

Vale lembrar que o elenco não é formado por atores, mas com certeza se eu não tivesse lhe dito agora, você nunca perceberia. O que só valoriza ainda mais Scorsese e prova mais uma vez porque ele ainda é o melhor diretor ainda vivo.

Uma obra complexa, primorosa e tecnicamente impecável. É Scorsese né, não se precisa dizer mais nada.

 

5 Estrelas!



- Enviado por: Saulo Victor �s 20h12
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Paraíso




Paraíso


Classificação:









Título: Paraíso [Heaven]
Direção:Tom Tykwer

Roteiro: Krzysztof Kieslowski
Gênero: Drama / Arte

Crítica:

Philippa é uma professora de inglês que resolve matar um traficante que está ameaçando a vida de alguns de seus alunos. Só que ao explodir uma bomba em seu escritório, ela acaba matando quatro pessoas inocentes, e o traficante acaba saindo ileso.

Acusada de participar de um grupo terrorista, ela é presa pela polícia. Philippa não ver solução até conhecer Filippo, um dos policiais, que acaba se apaixonando por ela. E pretende ajudá-la a fugir.

Krzysztof, escritor e diretor da "Trilogia das Cores", havia escrito "Paraíso" como parte de uma nova Trilogia; "Paraíso", "Inferno" e "Purgatório". Entretanto acabou morrendo antes de fazê-lo. Foi assim que Paraíso, acabou caindo nas mãos de um dos mais promissores e competentes diretores de nossa geração; Tom Tykwer.

Paraíso é mais do que uma simples obra, é uma teoria sobre amor, perdão, compaixão... Um conto sobre o verdadeiro amor surgido como único meio de salvação para nossas almas.

O filme passeia por imagens belíssimas, montagens poéticas, trilha sonora absurdamente cabível á premissa do filme, e performances de atores que já não precisam provar competência.

Se "Inferno" é tão belo quanto "Paraíso", não sei. Mas quem se importa? Esse já valeu por uma década.

Uma obra arrebatadora que não precisa de palavras pra expressar sentimentos. Que não precisa de música pra expressar ambiente. Nem muito menos de diálogo pra prescrever um conceito.

Até porque a arte que vem do conceito é como diz o próprio filme: um "Paraíso".


5 Estrelas



- Enviado por: Saulo Victor �s 20h17
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Anti-Herói Americano




Anti-Herói Americano


Classificação:








Título: Anti- Herói Americano [American Splendor]
Direção: Shari Springer Berman & Robert Pulcini

Roteiro: Harvey Pekar, Joyce Brabner, Shari Berman e Pulcini.
Gênero: Biografia / Comédia / Drama

Crítica

Harvey Pekar, interpretado gloriosamente por Paul Giamatti que reveza o papel com o verdadeiro Pekar, é o verdadeiro Anti- Herói Americano, um pacato arquivista de Cleveland que vê sua vida cair na ruína. Porém, depois de conhecer um ilustrador de quadrinhos, resolve escrever uma HQ a respeito de sua própria vida.

O quadrinho, para sua surpresa, cai no gosto popular, e vira um ícone nos EUA. Entretanto sua vida, tão cômicamente mostrada na HQ, não é tão simples quanto aparenta.

Nessa biografia original guiada por Berman e Pulcini com perfeição, os atores contratados se confudem com os verdadeiros protagonistas da história em um clima óbvio de uma produção de cinema.

A parte técnica do filme é impecável, a atuação de Giamatti era digna de um Oscar, junto com Hope Davis que interpreta sua esposa.

O filme apesar de ser excelente, assusta aos não muito chegados em cinema independente, mas o carisma dos personagens principais cativa até os corações de pedra, e triunfa no fim, com uma história comovente e incrivelmente simples.

"Anti- Herói Americano" é um filme que além de narrar a verdadeira história desse escritor de quadrinhos que foi ícone nos EUA, narra também a jornada de um simples arquivista rumo a sua iluminação espiritual.

Talvez nem tão espiritual assim, mas simplista.

Como a Vida.

4 Estrelas



- Enviado por: Saulo Victor �s 22h56
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Escrito Sobre Cinema I

Há pouco tempo tenho pesquisado, aprofundado e estudado a história do cinema. Até então conhecia apenas o produto final, suas peculiaridades, seus defeitos, sua análise esquemática e crítica.

Tudo estava perfeitamente bem, até perceber, que de nada adianta conhecer o produto, se não sabemos como foram feitos. Foi desse pensamento, que comecei a estudar as épocas das grandes produtoras de cinema, a chamada "Época de Ouro", onde o Diretor não tinha tamanha autoridade e autonomia como tem hoje, onde os Grandes Produtores faziam TODO o processo do filme propriamente dito. Uma época em que o Cinema se misturava com Arte e Entretenimento.

Ahh... Arte e Entretenimento! Tão difícil de encontrar-mos eles juntos, numa época em que o Dinheiro se sobrepôs a Arte, a Ousadia, ao Conceito, a Criação.

Fui invadido por um senso de raiva, raiva por todas as pessoas que são responsáveis pelos Pop-Corns Americanos, pelos Pseudo-Cults... sabia que eles estavam menozprezando a inteligência dos espectadores em busca insaciável por dinheiro, e isso me fazia odiá-los mais e mais.

Foi quando, em um momento de reflexão, finalmente entendi porque a Época de Ouro é tão amada. Não é só pelo fato da ARTE, mas pela sensação que o Cinema nos proporcionava, pela magia de está adentrando a um mundo mágico de Charles Chaplin, aos diálogos persuasivos de Hitchcock, ao doce balanço do corpo de M. Monroe.

Sim, Arte, entretenimento, conceito.

A tríade que compõe o Cinema. O Verdadeiro Cinema. E o que não os tem, não é digno de ser chamado de Cinema, mas de Filme. Porque Filme, todos nós podemos fazer. Mas para se fazer Cinema é preciso ter olhos de Kubrick, a brutalidade de Scorsese, a poesia de Kim Ki-Duk, a ousadia de Aronofsky, a beleza de Malick, a visão de Tykwer, os olhos de Hitchcook.

E por fim, a inocência de Chaplin. Que apesar de tudo, acreditava no verdadeiro Cinema. Aquele feito para o Público. E pelo público.



- Enviado por: Saulo Victor �s 00h19
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O Ultimato Bourne

O Ultimato Bourne

Classificação:



- Enviado por: Saulo Victor �s 09h53
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O Ultimato Bourne

Título: O Ultimato Bourne [The Bourne Ultimatum]
Direção: Paul Greengrass

Roteiro: Tony Gilroy, Scott Z. Burns, George Nolfi.

Gênero: Ação / Thriller / Mistério / Drama /

Crítica:

Quando Matt Damon, juntamente com Ben Afleck, fez Gênio Indomável, os holofotes foram para Afleck, tanto mais por seus casos amorosos com certas J-Los, beleza e etc... Matt Damon sempre foi o mais escondido dos Paparazzi, que nunca ligaram muito para Damon, até um certo filme chamado Indentidade Bourne estreiar. Filme que o projetou para as massas.

Desde então, Damon só tem escolhido filmes a dedo, e escolhas certas, em projetos certos. Embora faça parte da franquia besteirol Oceans´s Eleven, Damon também fez O Talentoso Ripley, Syriana, Confissões de uma Mente Perigosa, O Bom Pastor, e em sua melhor performance; Os Infiltrados.

Quem diria portanto, que Damon superaria seu amigo Afleck? Pois é, Damon na terceira parte da Trilogia Bourne, e onde está Afleck? Ah! Perdido em Hollywoodland, [não resisti ao trocadilho xD], como tantos outros atores por aí.

O Ultimato Bourne marca a volta de filmes de ação inteligentes e levados a sério, conduzidos com maestria [ os dois ultimos] pelo ótimo diretor britânico Paul Greengrass, o mesmo de Domingo Sangrento e Võo United 93. Que tem como característica, sua cãmera na mão, sempre tremendo, com closes perfeitos em lugares inimagináveis. Ponto para Greengrass. Que consegue transmitir toda a agonia do personagem, sem apelar pelos clichês. Marca sempre presente nos filmes de ação atuais.

Nesse último capítulo da trilogia, Jason Bourne continua fugindo, mas concentrado em descobrir sua verdadeira origem, da qual está cada vez mais perto de conhecer. Seus sonhos, mais pra pesadelos, dizem cada vez mais sobre sua sinistra origem, embora não consiga decifrá-los, ainda.

Quando um jornalista tem acesso a uma determinada informação, tanto a CIA quanto Jason Bourne entram numa corrida para tentar ter em mãos a fonte, o Traidor. E Impedí-lo de se encontrar com Bourne. Pois assim, ele teria acesso a toda verdade de seu passado. Começa uma caçada alucinante, como nunca visto antes.

O roteiro inspirado exala pontos políticos, embora não tão perceptíveis para quem assiste. A fotografia é simplesmente PERFEITA. O enquadramento está milimetricamente bem colocado assusta qualquer entendido do assunto pela qualidade absurda, a edição é outro ponto alto do filme, a edição de som está IMPECÁVEL, os atores estão esbanjando capacidade técnica, e a direção sobra elogios.

Chega num fim bem original como se precisava para encerrar com chave de ouro a série, deixa o gosto amargo do adeus, e a certeza de que a Trilogia Bourne entrará no Limbo dos filmes de ação.

Pra quem gosta de filmes levados a sério, O Ultimato Bourne preenche todas a requisições. Basta deixar o Pré-conceito de lado, e se deixar levar por essa história intrigante, bem escrita, bem atuada, e por fim, bem dirigida.

A Trilogia vai deixar saudades.

Salve Bourne, Bond, Bauer.

Por ter nos devolvido ação com inteligência.

5 Estrelas

Trailer:





- Enviado por: Saulo Victor �s 09h42
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ATIRADOR / SHOOTER


Classificação:







- Enviado por: Saulo Victor �s 22h12
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Atirador

Título: Atirador [Shooter]
Direção: Antoine Fuqua

Roteiro: Jonathan Lemkin

Gênero: Ação / Thriller / Mistério

Crítica:

Eu preciso assumir algo a todos vocês. Eu realmente cansei de ver filmes de arte. É claro que não é definitivo, mas é porque eu passei 3 anos da minha vida vendo filme de arte, apenas nesse ano, tenho sido mais liberal comigo mesmo, até que dos ultimos dias para cá, estou re-descobrindo o mundo do cinema não-alternativo.

E o resultado está sendo muito prazeroso xD
Por exemplo, nunca havia visto Cão de Briga, do Jet Li, nem a Trilogia Bourne, ou Jogos Mortais... e tantos outros, que só agora, estou tendo a oportunidade de ver.

Percebi que estava perdendo uma parte legal do cinema, e posso dizer que tudo isso foi graças a Transformers, que me provou que filmes ruins podem ser bons e até mesmo, nos surpreender! [Ironia do Destino?]

Deixando minha confissão de lado, o filme em questão é "Atirador", dirigido por Antoine Fuqua, o mesmo de "Dia de Treinamento" e do bom filme, embora mal falado, "Rei Arthur". E atuado pelo competente Mark Wahlberg, que segura o filme nas costas, e prova que não é o mesmo que tirava fotos em cuecas de Calvin Klein, e cantava Rap com um bando de brancos e negros BEM estranhos. Destaque também para Danny Glover, que incorporou o personagem de maneira abusurda xD

"Atirador" é bem político, o roteiro de Jonathan Lemkin parece ter sido escrito em dia de eleição nos EUA, e toda fala parece ter sido milimetricamente planejada. E isso é um ponto alto do filme. Outro é a edição de som, que dá um show a parte, e os efeitos especiais, que claro, são indispensáveis.

Junte tudo isso, some a uma boa hitória, ótimas atuações, e uma ótima direção. Isso é "Atirador". Um filme que não tem a pretensão nenhuma de ser de Arte, mas também sabe o limite do comercial ao vendível. Resumindo; um ótimo filme pra quem quer se divertir. Melhor do que Transformers, em nível de diversão, já que em "Atirador", o roteiro, a direção e os atores, são de Adultos para Adultos.

A história é de um ex-soldado aposentado, Bob Lee Swagger, - interpretado por Mark Wahlberg - que é contratado pelo Coronel Isaac Johnson, - interpretado por Danny Glover - para impedir que matem o presidente dos EUA, no entanto, armam uma cilada para ele, e Bob vira o assassino da história, começa daí um fuga desesperadora pela sobrevivência, e a tentativa de se vingar de quem armou tudo isso.

Danny Glover dá uma aula de interpretação, e Mark Wahlberg se mostra mais íntimo de uma câmera depois das sábias aulas com o mestre Scorsese em Os Infiltrados, filme que fez com que Wahlberg fosse sinônimo de competência.

Então fica a mensagem; se um dia você quiser ver aquele filme que prende sua atenção do início ao fim, e que vai lhe fazer ter ótimos momentos assistindo, então veja o Atirador, filme que atirou, e acertou certo no quesito Divertimento com Inteligência.

3 Estrelas!

- Enviado por: Saulo Victor �s 22h02
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PARANÓIA

PARANÓIA

Classificação:



- Enviado por: Saulo Victor �s 10h51
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PARANÓIA [Disturbia]

PARANÓIA

Título: Paranóia [Disturbia]
Direção: D.J. Caruso

Roteiro: Christopher B. Landon e Carl Ellsworth

Gênero: Drama / Tensão / Vizinhaça / Romance

Sinopse: Um jovem garoto fica convencido que seu vizinho é na verdade, um assassino.

Crítica:

Depois do bom Transformers, resolvi conhecer mais do Trabalho de Shia Labeouf, que teve o peso do filme de Bay nas costas. Para isso, assisti a "Paranóia", filme baseado na obra de Alfred Hitchcock; "Janela Indiscreta", e que só chegará por aqui dia 24 de Agosto.

É sempre difícil fazer uma refilmagem, ou uma adaptação de outro filme. Pois as comparações são inevitáveis, e principalmente quando a obra original é um clássico de um dos melhores diretores que já existiu.

E realmente temos que bater palmas pra esse diretor, D.J.Caruso [nome tosquíssimo, por sinal xD], que teve tamanha audácia, e por ter respeitado tanto a obra original, sem esquecer dos principais dilemas do original. Mas que fique logo claro. Não. Paranóia não deve ser comparado com Janela Indiscreta, porque o foco narrativo é diferente, e a mensagem final também é. Portanto, Paranóia não tem a pretensão de superar, ou ao menos igualar na produção de Hitchcock. Apenas de contar uma história criativa e divertida, com muito suspense.

Kale, Shia Labeouf em sua melhor performance, é um garoto que está sob prisão domiciliar, e resolve ter como passatempo, espiar os vizinhos. O que no início era uma brincadeira, passa a ser obsessão. E ele começa a ver coisas sinistras, e o filme vai mantendo essa dualidade; seria apenas uma paranóia de um garoto, ou ele realmente está testificando crimes? E em momento algum , as respostas são dadas, e esse é um dos pontos altos do filme.

Nessa tensão, sem apelar momento algum para a sexualidade, vamos sendo guiados dentro de um suspense sólido, bem escrito e bem atuado. O filme só decai no final, mas em nível roteirístico.

Vale lembrar que esse filme é de censura 13 anos nos EUA, e ainda assim, consegue se sustentar em cada cena, sem precisar ser infantilóide ou besteirol mantendo como foco, a mente de um garoto tramatizado que vive um pesadelo domiciliar.

Um filme bem interessante, que vale o ingresso. Não é nada do tipo "Psicose", ou algo muito inteligente. Mas com certeza, muitas pessoas assistirão ao filme, e não perceberão a premissa do filme, que é analisar a mente humana. E isso, fica bem claro nas primeiras cenas.

Enfim, uma obra bem escrita, que homenageia, acima de tudo o Mestre Hitchcock. Desde o humor em cenas de suspense, a diálogos provocando os filmes de suspense atuais.

Dia 24 de Agosto tenha seu ingresso, e saiba porque Shia Labeouf conseguiu manter Transformers em outro nível. O garoto é a nova Keisha Castle-Hughes. Tomara que agora, depois dessa temporada brilhante para ele, ele resolva fazer filmes melhores. XD


3 Estrelas

- Enviado por: Saulo Victor �s 10h42
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TRANSFORMERS

TRANSFORMERS

Classificação:



- Enviado por: Saulo Victor �s 21h51
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TRANSFORMERS

Título: TRANSFORMERS
Direção: Michael Bay

Roteiro: Michael Goldenberg

Gênero: Ação / Aventura / Sci-Fi / Thriller

Sinopse: Seres robóticos alienígenas encontram na terra chances para dominar o universo, pois aqui se encontra um estranho Cubo, que guarda dentro de si,o poder de criação do mundo.

Crítica:

Ok. Tenho uma dignidade intacta quando se trata de filmes, e talvez isso tudo vá por água abaixo depois disso, mas não vou deixar de ser sincero por que a marioria diz o contrário, ou porque o público espera que eu me comporte de determinada maneira. Não. Tentarei ser o mais íntegro possível, quando se trata do polêmico diretor Michael Bay, considerado como um dos piores diretores de Hollywood, que acaba de fazer um filme simplesmente arrasador.

Sim, porque é exatamente o que TRANSFORMERS é: o maior filme de ação de todos os tempos. E doa a quem doer, o filme não seria isso tudo se não tivesse passado pelas mãos do maior e melhor diretor de cenas de ação; Steven Spielberg? Não amigos, nosso tão odiado: Michael Bay .

Não vou discutir aqui a surrealidade dessa obra de Bay, pois creio que todos aqui saibam qual a origem de TRANSFORMERS: de uma linha de brinquedos dos anos 80, que rendeu dois desenhos animados, um entre estes, era um animê que simplesmente elevou a qualidade da franquia, e o fez ser conhecido por todo o mundo.

Ou do roteiro, que não se dá pra classificar como "Bom", vindo da turma de Michael Bay. Afinal, o filme tem diálogos clichês, que deixam o público envergonhados, e que é salvo pela atuação de Shia LaBeouf [o principal], que faz com que essas vergonhosas falas ganhem a função de fazer o público rir, e consegue.

Mas a aparente outra obra ruim de Bay, já começa com todo gás, fazendo o público ir ao delírio, e o filme não pára, vai todo nesse ritmo de tirar o folêgo, e se transforma nesse arrasa-quarteirão que é.

E talvez isso não fosse possível senão houvesse o dedo de Spielberg no meio, e a genialidade para cenas de ação que Michael Bay tem. Fora a atuação contagiante e divertida de Shia LaBeouf , que faz o papel de Sam - o garoto que descobre que seu carro é na verdade um robô alienígena - o protagonista do filme, e que carrega o filme inteiro nas costas.

As melhores cenas se dão a claro: Os Robôs, mas nas cenas mais humanas, onde Michael Bay é péssimo, dessa vez o diretor resolveu passar a bola para os atores, e o resultado é realmente incrível. A cena mais engraçada do filme [a da suposta masturbação] foi totalmente improvisada pelos atores, e comandada pelo competente e jovem Shia LaBeouf. Que grande revelação esse menino está tornando, ein? "Na parte humana está também a lindíssima e gostosíssima Megan Fox, uma deusa que fica desfilando para cima e para baixo com a barriguinha de fora pronta para deixar todo o público masculino uivando na poltrona do cinema." - Palavras da Revista Herói, que está completamente CORRETÍSSIMA XD

Um filme divertido, descontraído e com as melhores cenas de ação que um filme pode conter. Talvez isso não seja suficiente para alguns, mas Martin Scorsese uma vez disse que o cinema, acima de qualquer coisa, é ENTRETENIMENTO. E de entretenimento, TRANSFORMERS dá um show. E só por isso, minha nota é 4 Estrelas. Batam fotos, porque talvez essa seja a ultima vez que um filme de Michael Bay possua essa nota. xD


4 Estrelas

- Enviado por: Saulo Victor �s 21h48
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Harry Potter e a Ordem da Fenix

Harry Potter e a Ordem da Fenix

Classificação:



- Enviado por: Saulo Victor �s 10h05
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Harry Potter and the Order of the Phoenix

Título: Harry Potter and the Order of the Phoenix [Harry Potter e a Ordem da Fenix]
Direção: David Yates

Roteiro: Michael Goldenberg

Gênero: Drama / Família / Fantasia

Sinopse: Harry Potter se vê sobre a ameaça eminente de Lord Voldemort contra sua vida, ao mesmo tempo em que começa uma misteriosa conexão entre os dois...

Crítica:
Confesso que desde o filme anterior, Harry Potter e o Cálice de Fogo, venho contando os dias para Harry Potter e a Ordem da Fenix. Harry Potter sempre é bom para quem leu os livros, e para quem entende que existe uma linha entre adaptação e o livro propriamente dito.

Sempre existe os tolos que nunca aceitam uma adaptação, querem uma narração audio-visual 100% fiel ao livro em todos os detalhes, o que é mais fácil o mundo acabar do que isso acontecer... Mas enquanto o mundo não acaba, ficamos com essas corajosas adaptações, que enfrentam fãs furiosos, bruxos, trouxas [literalmente, ou não], tudo para trazer aos que não leram, momentos bons no cinema.

Quando as luzes se apagarem, tudo parecerá mais diferente; O clima mudou, os atores amadureceram, tudo parece ser estranho para o mundo de Harry Potter, mas mudanças são necessárias para uma série de filmes evitar a mesmice. E digamos que o novo Harry Potter fez isso com maestria.

David Yates, ainda um quase estreante no cinema que é fã ardoroso de Martin Scorsese, fez uma verdadeira revolução na série, algo que não se via desde, o sempre competente, Alfonso Cuarón. David Yates simplesmente apagou qualquer vestígio de infantilidade da obra de J.K.Rowling, com um roteiro que faz qualquer um se arrepiar, escrito por Michael Goldenberg, o mesmo do quase político "CONTATO".

Harry Potter e a Ordem de Fenix já começa com terror no ataque dos dementadores, que REALMENTE é assustadora, a Harry e a seu primo Duda [que virou um YO-YO-MAN xD]. Harry para poder se salvar e salvar seu primo, usa o Patronum, e por isso acaba indo para um julgamento, mas é salvo por Dumblendore que se torna seu advogado.

A partir daí, os eventos só tendem a piorar, alucinações reais, premonições... Harry começa a pensar que está enlouquecendo, e para piorar, Dumblendore é acusado de um crime, e por isso deixa Hogwarts, deixando-a nas mãos da insana Dolores Umbridge.

Os acontecimentos vão sendo guiados com perfeição, o atores mostram que aprenderam a atuar, e muito bem por sinal, se comparado com as atuações anteriores... Daniel Radcliffe, por exemplo, chega ao ápice de sua atuação, Emma Watson, já está mais segura como atriz, e passa isso para quem está assistindo.

Político, dramático, e grandioso. Esse é o novo Harry Potter RE- INVENTADO por David Yates.

Sem dúvidas, o melhor de Todos. E que venha o próximo!

4 Estrelas


- Enviado por: Saulo Victor �s 10h03
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